O avanço da Inteligência Artificial generativa tem transformado a produção e o consumo de conteúdo digital. Em períodos eleitorais, o uso de deepfakes — vídeos, áudios e imagens manipulados — aumenta o risco de disseminação de desinformação nas redes sociais.

Marcones Cleber Brito da Silva, coordenador do curso de Engenharia da Computação da Faculdade Engenheiro Salvador Arena (FESA), afirma que a democratização dessas ferramentas exige uma nova postura dos usuários. Segundo o especialista, é fundamental desenvolver critérios de análise crítica e verificação antes de compartilhar conteúdos online.

Para identificar conteúdos manipulados, o especialista recomenda observar detalhes técnicos e desconfiar de materiais excessivamente apelativos. Entre as orientações práticas estão a análise de movimentos e expressões faciais, a verificação da naturalidade do áudio e a checagem da origem da informação em fontes oficiais.

Outras recomendações incluem o uso de ferramentas de busca reversa para verificar a autenticidade de imagens e a atenção a possíveis cortes de contexto em vídeos. O especialista destaca que a própria tecnologia de IA também é utilizada no combate à desinformação, por meio de sistemas de detecção e verificação de autenticidade.

Fonte: Fonte: Faculdade Engenheiro Salvador Arena (FESA)